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6 de setembro de 2021

Vice-Presidente do Centro critica carros de som e diz que Ijuí “virou lixão a céu aberto”

Melissa Gressler concedeu entrevista para Zalmir Soares no Fatorama

O som excessivo de alguns veículos, e o desleixo em relação a destinação correta do lixo, entre outros temas inerentes a qualidade de vida das pessoas, fez com que integrantes da Associação de Moradores do Centro realizassem audiência pública. A vice-presidente da associação Melissa Gressler falou ao Fatorama da Repórter sobre os problemas que os moradores tem enfrentado.

A vice-presidente que também é publicitária disse que já há alguns anos se fala em marketing com permissão do consumidor para receber a comunicação. A moradora diz que não há mais como suportar a incômoda situação envolvendo os carros de som na área central. Segundo ela é o exercício puro da anti-comunicação por que esta modalidade sonora não dá alternativa para o consumidor que não deseja ouvir.

Melissa disse que a associação de moradores tem recebido reclamação de mães, pessoas que tem alguma enfermidade e profissionais que atuam na prestação de serviço à população. Essas pessoas sofrem distúrbios em função dos ruídos excessivos e relatam danos para a saúde física e mental, além de outro problema, o dano ao meio ambiente especialmente no que diz respeito a fauna. A vice-presidente afirmou que se costuma dizer que o carro de som atrapalha a vida das pessoas e atrapalha o trânsito que já é truncado, complicado em Ijuí.

“Se mesmo com todos esses problemas, a sociedade entende que é uma informação  importante, que o governo municipal entenda que os impostos do carro de som são relevantes, que a geração de emprego e renda do setor é relevante e que os empresários acreditem que é um bom meio de comunicação com seus clientes, nós acreditamos que estes carros precisam passar por uma regulamentação”, afirmou.

Há regramentos no Código de Posturas do Município para este tipo de serviço que precisam ser observados, com a regulamentação da atividade. Ela defendeu a discussão em torno do limite de decibéis viável para estes carros de som passar, qual é o perímetro que esse carro de som possa percorrer uma vez que, por exemplo em frente a hospitais configura desrespeito. Outra questão abordada na entrevista se refere aos horários. A reclamação é para que em finais de semana, feriados e nos horários de pico seja restrita a circulação.

“As Leis existem, as coisas estão postas e as pessoas tem que aprender a respeitar isso de modo que o governo precisa ter mais qualidade na fiscalização. É preciso ter dispositivos que possibilitem ao cidadão ser fiscal ativo disso fazendo o uso da tecnologia. Se o carro de som deve permanecer, então que ele permaneça dentro de regras claras e dentro do respeito às pessoas, por que não é o que está acontecendo. Há formas mais inteligentes, mais agradáveis e respeitosas de se comunicar com o público. Como publicitária eu reforço, não é gritando que o empresário vai conquistar o seu consumidor”.

A questão dos depósitos clandestinos de lixo e da forma equivocada de destinação dos resíduos produzidos pela população também foi abordada pela entrevistada do Fatorama. “A gente percebe que Ijuí virou um lixão a céu aberto”, criticou ao citar exemplos de terrenos baldios usados como depósitos que existem, segundo ela, aos montes tanto no perímetro urbano como no interior.

Melissa Gressler defendeu que os proprietários destes terrenos sejam responsabilizados e convidou os gestores municipais a levantarem de suas cadeiras, saírem de seus gabinetes e fiscalizar. “Tem que fiscalizar, tem que sair da sala gestor, tem que ir para a rua, uma hora de caminhada por dia e vocês vão ver o que está acontecendo. Nossa cidade está muito feia e degradada. Precisamos reestabelecer o censo de comunidade e  olhar mais o contexto geral da situação e parar de olharmos para o próprio umbigo”, disse.

Ela afirma que a situação e preocupante do ponto de vista da saúde pública e da questão visual, além da contaminação do solo entre outras questões; por que em qualquer lugar que não esteja cercado, que não haja passeio público ou construção, há um depósito de lixo, por isso a necessidade do cercamento, da construção do passeio público pois esta estrutura mudaria a perspectiva das pessoas e inibiria o depósito dos resíduos de lixo. “E preciso haver fiscalização, responsabilização e educação por que as pessoas não se sentirão confortáveis em jogar lixo em lugares cuidados. O belo atrai o belo, o feio atrairá o feito”, lembrou.

A representante da associação de moradores do centro pediu aos gestores que idealizem uma ação envolvendo parceiros, uma espécie de corrente de responsabilidade, por que o que se nota é que a população não aprendeu o suficiente sobre descartar corretamente e sobre separar o lixo. “É preciso fazer uma grande limpeza na cidade, a começar pela limpeza de princípios e aceitar que a gente é responsável por isso. A administração pública precisa se envolver nesta questão e a zeladoria do município precisa acontecer, pois não podemos mais continuar querendo título de cidade turística e apresentarmos a quem nos visitar uma cidade que é um lixão a céu aberto”.

 

 

Fonte: Rádio Repórter
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