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16 de maio de 2022

São Luiz tem decisão pela Série D no próximo final de semana. Jogo do sábado foi marcado por ato racista de um “torcedor” contra o técnico do Aimoré

A semana no Estádio 19 de Outubro começa com o São Luiz pressionado pela necessidade de um resultado positivo na próxima rodada, a 6ª da série D, fase de grupos. Depois de vencer o Azuris ainda pela segunda rodada da competição, o time não venceu mais sofrendo derrotas para o Cascavél do Paraná, empatando com o Caxias e sendo derrotado no sábado(14) pelo Aimoré de São Leopoldo.

“A reabilitação terá que ocorrer no próximo jogo”, disse na entrevista coletiva o técnico Daniel Franco que se mostrou frustrado pelo São Luiz ter deixado escapar a vitória no Cristo Rei depois de um primeiro tempo em que denominou as ações e teve pelo menos 7 chances para matar a partida ainda nos 45 minutos iniciais. O gol do Rubro saiu aos 34 minutos do primeiro tempo depois de uma bobeada do zagueiro Kesley, Juba roubou a bola e teve tempo para escolher o canto direito para vencer o bom goleiro Fabian Volpi.

No segundo tempo, o time do São Luiz voltou irreconhecível para o gramado, com linhas de marcação mais baixas, errava passes e não conseguia criar jogadas de ataque e contra-ataque, proposta que ficou clara na segunda etapa da partida. O Aimoré cresceu no jogo, encaixou a marcação e em duas escapadas relâmpago empatou e virou o jogo para 2×1 em três minutos. Yan aos 37 e Paulinho Dias aos 40 minutos da segunda etapa deram números finais à partida.

Após tomar a virada, o São Luiz ainda tentou – se jogando ao ataque com os ingressos de Édipo e Dionatan Piolho. Mas depois de 7 minutos de acréscimo, o árbitro encerrou o jogo com vitória para os capilés.

Crime de Injúria Racial

A nota triste da partida, ficou por conta de um torcedor do Aimoré que praticou crime de injuria racial contra o técnico Edinho Rosa do Aimoré. Falando para a Rádio Repórter o técnico do índio Capilé contou que o torcedor estava no alambrado muito próximo da casa mata e lhe xingava desde o início da partida. “Pela insistência do torcedor na reclamação, e ele era isolado, estava destoando dos demais, onde pedia para eu organizar o time, olhei para trás para ver quem era e ele me disse “porque tu está me olhando, ô negrão”. Aí fiz o contato com a policia, ele deu a volta na casa mata e continuou me xingando, sendo solicitado por mim que a força policial pudesse contê-lo e retirá-lo do Estádio”, contou o treinador.

Ao final da partida, Edinho Rosa foi a DP de São Leopoldo fazer o registro da ocorrência. O torcedor que foi identificado ficou retido durante a partida e também foi levado para a DP, mas o técnico decidiu não representar criminalmente contra ele. “Infelizmente é uma luta perdida e não adianta ficar dando voz para este tipo de pessoa e tipo de ato. O que temos que fazer é denunciar, fazer com que cheguem até a força policial. Espero que tenha servido de lição, mas se o ato se repetir em tenho seis meses para representar contra ele por injúria”, destacou.

O técnico Edinho Rosa lembrou ainda que atos como este precisam ter punição também na esfera esportiva e que a Fifa deveria se manifestar em relação ao que vem ocorrendo, relacionado a atos racistas, no mundo. O treinador lembrou que não são poucos os casos onde a punição do árbitro dos jogos é para o ofendido e não para o ofensor. “Toda a vez que uma pessoa é flagrada manifestando um ato de racismo, que é um ato criminal, deveria sofrer também uma sanção esportiva, sendo impedido de acessar as praças esportivas, retido na delegacia no momento do jogo. A punição precisa acontecer para estas pessoas que não podem ser chamadas de torcedor, na área civil jurídica e também na área esportiva”, completou.

Federação Gaúcha de Futebol repudia atos de racismo no futebol

Diante dos últimos episódios de relatos de injúria racial em jogos do Campeonato Brasileiro realizados neste sábado (14), a Federação Gaúcha de Futebol – FGF reforça o repúdio a qualquer ato de discriminação e reitera que recusa o racismo em todas as suas formas de manifestação. A Federação também espera que as entidades policiais e desportivas apurem os casos e apliquem as penalidades cabíveis aos responsáveis.

Na partida entre Aimoré e São Luiz, no Cristo Rei, em São Leopoldo, pela Série D, o treinador do Aimoré, Edinho Rosa, relatou ofensas de um torcedor na arquibancada. Na partida entre Internacional e Corinthians, no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela Série A, o atleta colorado Edenilson denunciou injúria de Rafael Ramos, atleta do clube paulista. Os episódios foram citados em súmula.

Dentro do compromisso de combate e prevenção contra todo e qualquer preconceito que venha a ocorrer no ambiente do futebol gaúcho, a FGF lançou em 2020, em parceria com Ministério Público, Polícia Civil e OAB/RS, a campanha “Juntos – Contra a Violência e o Preconceito”, com o objetivo justamente de combater hostilidades dessa natureza nos campos de futebol do Rio Grande do Sul.

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Fonte: Rádio Repórter
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