Pai de santo preso por violência sexual, teria tentado intimidar vítima


O Pai de Santo de Ijuí  que foi preso, acusado de crimes de violência sexual, foi indiciado pela violação crimal por três vezes mediante fraude e também por crime de coação no curso do processo, por ter ameaçado testemunha.

A informação oficial é do delegado responsável pelo caso, Antônio Matter Soares, titular da Delagacia de Atendimento a Mulher(DEAM). Conforme o que disse a autoridade policial ao jornalismo da Repórter, uma testemunha teria sido ameaçada no local de trabalho dela, “e se ela falasse, sobre o ocorrido, teria sua vida social, emocional e espiritual destruída se levasse adiante a denúncia do caso à polícia civil”.

Matter Soares informou que o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário nessa quinta-feira(28), e o suspeito segue preso a disposição do Ministério Público para analise do material e oferecimento da denúncia para dar inicio ao processo judicial.

Relembre o caso:

Pai de Santo suspeito de abusar sexualmente de mulheres é preso pela Polícia Civil em Ijuí

A Polícia Civil, por intermédio da DEAM – Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Ijuí e DPPA, prendeu um Pai de Santo no Município na data de hoje (08/07/2022).
O indivíduo é investigado pela Polícia Civil por abusar sexualmente de mulheres. Nos últimos 15 dias, três mulheres, em situações distintas, registraram ocorrência policial alegando que, durante consultas ou sessões espirituais, o homem (32 anos), aproveitando-se da inexperiência das vítimas na religião, abusando da confiança nele depositada, mediante manipulação psíquica, com encenações de cunho religioso/esotérico, praticou atos libidinosos consistentes em passar as mãos nas genitálias e seios das vítimas, além de outras condutas inapropriadas, como masturbar-se, solicitar que as vítimas fizessem posições eróticas, enviassem vídeos íntimos, etc., tudo sob justificativa de que tais atos integravam o ritual religioso.
Foi representado ao Poder Judiciário pela prisão preventiva do suspeito, tendo a medida sido decretada e cumprida neste mesmo dia.
A Polícia Civil considera que o caso se enquadra como crime de violação sexual mediante fraude, o chamado “estelionato sexual”, em que, mediante ato fraudulento, o agente busca viciar o consentimento da vítima para realização de um ato libidinoso.
As investigações prosseguem e o Inquérito Policial, assim que finalizado, será enviado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, para a análise.

 


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.