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18 de maio de 2022

“O abalo que causa na pessoa é muito grande”, diz promotora do caso que investiga abusos sexuais de médico em Ijuí

Foto: MP-Ijuí

O rumoroso caso envolvendo um médico ginecologista de Ijuí, levado ao conhecimento do Ministério Público local a partir da organização de um grupo de mulheres, está em fase inicial, mas já recebida no dia 9 deste mês pelo Juiz de Direito Eduardo Giovelli, titular da 2ª Vara Criminal.
Segundo a promotora Diolinda Hannusch, uma pessoa foi procurada por algumas vítimas, e organizou o grupo, até entrar em contato com o MP. Foi criado um grupo de whast app, aproximando essas mulheres. Algumas se conheciam, disse a promotora.
Ainda durante a pandemia, Doutora Diolinda marcou reunião on-line com esse grupo, quando participaram 30 mulheres. “Fizeram relatos e parte delas disseram não se sentirem em condições de dar andamento – de enfrentar o trauma, contou a promotora, acrescentando que há vítimas em tratamento psiquiátrico.
Desse grupo de cerca de 30, dez compareceram ao Ministério Público. Posteriormente, mais duas souberam da investigação e pediram para também dar depoimento.
Doutora Diolinda observa que outras que vivenciaram situação semelhante tem toda “a liberdade de procurar o MP”.
Nos relatos feitos, conforme a promotora, “a prática é semelhante, mas cada uma tem uma história”.
Sobre o caso citado de paciente que se tratava desde a adolescência, segundo a promotora, o acusado “demorou para agir de forma abusiva”.
“O abalo que causa na pessoa é muito grande”, disse a promotora, destacando também que não são pessoas sem instrução. A maioria é de moradoras de Ijuí, mas há 2 a 3 de municípios da vizinhos.
Nas falas de vítimas, há quem contou ter conseguido deixar o consultório, quando da tentativa de abuso, e nunca mais voltou. “Disseram que precisavam ir ao banheiro e escapavam”.
A promotora frisa, no entanto, “que não se tratava de uma cantada”. Pelos relatos, algumas que não tinham ainda consultado com um médico ginecologista ficavam em dúvida sobre alguns procedimentos. Ficavam constrangidas, mas acabavam não contando para ninguém”.
As próximas etapas envolvem as oitivas de testemunhas e vítimas, para posteriormente ouvir o réu.

Fonte: Rádio Repórter
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