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22 de dezembro de 2021

Jackson Folmann fala sobre a vida e projetos profissionais em palestra promovida pela ACI

Em evento promovido pelo Núcleo do Jovem Empreendedor da ACI, o teatro do Sesc em Ijuí ficou lotado ontem à noite para receber o ex-goleiro da Chapecoense Jackson Folmann. Na palestra com o título “tocando em frente”, Folmann conta um pouco da história de sua vida, e relata sua experiência vivida no acidente que culminou com a morte de mais de 70 pessoas, no vôo da Lamia – fato ocorrido em 2016.

A palestra inicia com Jackson cantando um clássico da MPB brasileira eternizado na voz de Raul Seixas. Tente Outra Vez é a musica escolhida para o início do espetáculo por passar exatamente a mensagem de que é preciso superar dificuldades e ser persistente para atingir os objetivos da vida, tentar outra vez.

Na Repórter, Jackson Folmann disse estar muito feliz de poder estar em Ijuí, cidade que tem um carinho especial, pelos vínculos familiares aqui firmados, já que sua esposa é daqui.”É uma noite especial para contar histórias com muita leveza e reencontrar os amigos. Quando o Fabricio Ramos me ligou sugerindo a possibilidade eu não pensei duas vezes”, disse.

Durante a palestra o ex-goleiro da Chape comenta sobre sua carreira e lembra passagens por Grêmio e Juventude, além do futebol Mineiro, até chegar a Chapecoense. Conta que foram muitas idas e vindas até concretizar seu sonho de jogar em alto nível e profissionalmente. Lembrou que seus maiores ídolos no esporte são o goleiro Buffon da Itália e Dida, ex-goleiro do Grêmio e da Seleção Brasileira. “Quando eu jogava no Grêmio, olhava para o Dida e dizia, quero chegar onde este cara chegou”, lembrou.

Até o acidente com o avião da Chape, disse que foram muitos desafios a serem superados, dentre os quais, o próprio fato de ser titular em uma equipe de futebol. “O meu conselho é nunca desistir. Quando você estiver cansado, pare para descansar e refletir, mas nunca para desistir”, disse.

Sobre o pós acidente, disse que o programa PopStar da rede Globo, foi um grande divisor de águas em sua vida, por que sempre teve uma veia musical. “Sempre fui apaixonado por música com meu violão cantando para a família ou amigos e nas viagens durante as concentrações e o programa foi importantíssimo na minha recuperação porque me possibilitou a reinvenção fora do esporte”.

Folmann disse que em sua vida sempre procurou abraçar as oportunidades por que só saberá se vai dar certo, se tentar. A atividade atual, depois de todo o processo de recuperação e superação, foi a forma encontrada para encarar a sua vida como ela está e por conseguinte ajudar as pessoas levando uma mensagem de construção, superação e principalmente paciência. “Essa era uma palavra que não existia no meu vocabulário quando eu jogava futebol. Sempre tive a veia do competidor, queria sempre ganhar, e a vida por todas as circunstâncias, me mostrou que nem sempre é assim”, observou.

Jackson Folmann hoje vive em São Paulo, mas relata que nunca perdeu o contato com os amigos de clube, Neto e Alan Ruchel. Disse que se falam quase que diariamente por wattsapp e que sua maior alegria é corneta-los. Alan Ruchel quando dos jogos que participa e comete alguns erros e Neto, que hoje é dirigente de futebol, por eventuais falhas em contratações que não atingem o sucesso desejado. “São mais do que meus amigos, são meus irmãos, vivemos a mesma dor juntos e por isso mantemos este vínculo, e o legal é que eu eles não podem cornetar, por que parei de jogar”. sorri.

O ex-goleiro disse não se ver como ex-atleta e salientou que sua própria recuperação mostra sua personalidade de nunca desistir. Disse que as pessoas precisam olhar mais para o seu lado pessoal e tentar se desbloquear de coisas menos importantes, sabendo valorizar a vida, os relacionamentos, e os afazeres do dia a dia a família, e lembrou que a sua foi fundamental no processo de recuperação. “Quando em me dou por conta, tinha amputado uma perna, tinha 20 por cento dos movimentos do tornozelo e o que eu mais queria era poder voltar a caminhar, ficar em pé e nunca desisti até conseguir estar aqui em pé falando com vocês, seis anos depois deste desastre onde perdi, amigos, irmãos, gente mais novo que eu”, lembrou.

Para Jackson Folmann, a vida é curta, um sopro e é preciso viver intensamente todos os momentos, valorizar as coisas simples. Usando uma metáfora que rememora o ocorrido em sua carreira disse que “não podemos esperar cair o avião para tomarmos uma atitude e mudar nossa postura. O ontem é passado, o hoje é dádiva e o amanhã a Deus pertence, portanto é preciso viver intensamente o dia de hoje por que você não tem idade certa para enfrentar dificuldades, mas quando elas vierem, se vierem, precisa estar pronto para superá-las.”, concluiu.

Sobre o futuro, disse que vem por aí uma carreira na música – aproveitando sua paixão pela arte que muda a vida das pessoas. Viola e proza é outro projeto que envolve teatro e que também está sendo formatado para meados de 2022.

Fonte: Rádio Repórter
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