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Ijuí-RS
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3 de setembro de 2021

Índices de acidentes com motos só caem com conscientização, diz vereador

O alto número de acidentes no trânsito de Ijuí envolvendo motociclistas está ascendendo o debate sobre a necessidade de uma discussão mais profunda sobre como diminuir os índices que em agosto foram superiores a um acidente por dia envolvendo moto no trânsito de Ijuí, conforme dados do Samu salvar repassados ao Grupo Repórter.

Sobre o tema, a Rádio Repórter ouviu o atual Vereador e ex-secretário municipal de obras, desenvolvimento urbano e ex-coordenador de trânsito.  Ubiratã Hertal disse que a mobilidade urbana é importante e há muito tempo se discute ações para conscientizar, educar e humanizar o trânsito. De acordo com ele a moto tem características diferentes de um automóvel e isso gera dificuldade de visualização. “O programa municipal de humanização no trânsito tinha no seu conceito a discussão sobre temas inerentes a segurança no trânsito em especial a segurança dos motociclistas, no entanto nos últimos quatro anos ficou estagnado”, lembrou.

Para Bira Hertal não há outro caminho a não ser a conscientização. No trânsito a grande dificuldade é ver e ser visto e para as motos ainda mais. Por isso uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito obriga que os motociclistas andem com o farol aceso durante o deslocamento para facilitar aos demais motoristas a sua visualização.

“No entanto, as pessoas pensam, eu ando de bicicleta eu sei me equilibrar então com a moto é a mesma coisa, a diferença é que tem que acelerar e esse despreparo é um dos fatores que contribuem para a maioria dos acidentes. Outro dado estatístico preocupante é que para cada 10 acidentes com moto, em pelo menos seis, o condutor não tem habilitação”, lembra.

O vereador que preside a Comissão de Mobilidade Urbana na Câmara de Ijuí ressalta a importância de os condutores estarem habilitados, preparados para conduzir o veículo ciclomotor, porém reconhece que há dificuldades para tirar a habilitação devido ao alto custo da CNH. Hertal ressalta que ainda mais grave é o fato de muitos motociclistas usarem equipamentos de segurança de forma equivocada como capacete que facilmente pode ser visto solto como se fora um boné na cabeça de quem conduz a moto.

“A gente percebe uma migração do transporte coletivo para o transporte individual em percentuais iguais e essas pessoas que estão migrando na sua maioria não tem carteira de habilitação, não passaram por um curso de formação de condutores e isso corrobora com os números elevados de acidentes envolvendo motos”, observa.

Na mesma entrevista, Bira Hertal fez um apelo a comunidade que utiliza os serviços de delivery, tele-entrega. Pontua que a maioria das vias urbanas estão em bom estado o que possibilita que o motociclista imprima mais velocidade em seu veículo para fazer a entrega mais rápido sem a observância adequada as interseções do trânsito como lombadas, rotatórias e até mesmo os sinais semafóricos.

“As pessoas precisam se conscientizar que quando fazem uma solicitação com tele-entrega há um trabalhador que tem família e que ganha por produção trazendo a encomenda. Então ficar pendido pressa só faz com que estes profissionais corram ainda mais para, no final do expediente, contabilizarem mais entrega e terem uma renda melhor. Esse apelo da entrega mais rápida na cidade não pode existir por que há uma resolução do Contran coibindo essa questão”.

O vereador que é um estudioso da mobilidade urbana e do trânsito disse que com conscientização e investimento é possível reduzir os índices de acidentalidade e defende a fiscalização eletrônica em detrimento às lombadas físicas que não tem a mesma efetividade. “Há imprudência e negligência dos condutores quando excedem a velocidade e a punição está prevista do Código de Trânsito Brasileiro”, afirma.

Enquanto vereador, por meio da comissão de mobilidade urbana, Bira Hertal disse estar preparando um evento para o mês de novembro para abordar estas e outras questões. Segundo ele, é preciso fazer o debate em prol de mais efetividade na questão da infraestrutura urbana para a mobilidade e também para a educação para o trânsito.

 

Fonte: Rádio Repórter
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