Ijuí/RS - Domingo, 03 de Julho de 2022
Manchetes
Homem com mandado de prisão expedido pela comarca de Carazinho é preso em Ijui
Homem é preso por trafico de entorpecentes em Ijui
Uruguaio Lugano conhece a realidade do São Luiz
Brigada Militar prende homem por tráfico de entorpecentes
100º Dia Internacional do Cooperativismo acontece neste sábado
Conselheiros de Saúde integrantes do Comus são empossados
APAE promove neste sábado 2º festival do cachorro quente para angariar fundos
Compliance, ferramenta de prevenção contra ilicitudes, é realidade no HCI
UABI coordena eleição no São Geraldo no domingo. Presidente ressalta bom relacionamento com o Executivo
Escola Civico Militar completa um ano no IMEAB
Ijuí-RS
O tempo agora
23 de janeiro de 2021

Grupo que amarrou e espancou cavalo em Santo Ângelo é investigado pela Polícia Civil

Cavalo agredido (atrás da árvore) apresenta lesões, um machucado ainda aberto perto do fêmur, as patas assadas e marcasONG Pé de Pano / Divulgação

 

 

O caso de um cavalo que foi torturado por pelo menos quatro pessoas em Santo Ângelo, causou revolta nas redes sociais e gerou a abertura de um inquérito policial para investigação das agressões. O vídeo do animal amarrado recebendo agressões, sem conseguir se defender nem ficar em pé, foi divulgado pela ONG Pé de Pano, que atua no resgate a cavalos que sofreram maus tratos no município.

 

Segundo a entidade, o vídeo teria sido postado nas redes sociais por um dos agressores, mas foi apagado posteriormente.

 

— Esse vídeo nos chegou nesta semana, enviado pelo atual proprietário do animal. Ele afirma que comprou o cavalo há cerca de um mês e descobriu as imagens depois. Ele contou que nos procurou porque ficou com medo de sofrer represálias, caso as pessoas pensassem que ele teria a ver com o caso, e também para pedir ajuda, para que o animal fosse tratado — conta a presidente e advogada da ONG, Cristine Peixoto.

 

Conforme a Polícia Civil, o caso foi registrado na manhã desta sexta-feira (22) e foi aberta a investigação. Cinco pessoas suspeitas foram identificadas — quatro delas que participaram das agressões diretamente e outra que filmou a tortura. Dos suspeitos, três já foram ouvidos. Um dos que aparecem na vídeo, segundo a polícia, é menor de idade  — ele seria ouvido nesta sexta mas apresentou atestado médico.

 

Segundo a delegada Elaine Maria da Silva, que responde temporariamente pela delegacia de Atendimento à Criança ou Adolescente no município, os suspeitos interrogados nesta sexta afirmaram que o caso teria ocorrido em agosto de 2020, quando o animal pertencia a outro proprietário. Conforme o relato dos homens, o responsável pelo animal não teria envolvimento — o que será investigado pela polícia. Um dos pontos a ser esclarecidos é como o grupo teve acesso ao equino.

 

— O que os suspeitos nos relataram é que um deles estava em posse do animal naquele dia e teria sido derrubado pelo cavalo. Então, o grupo teria tentado conter o animal. Eles admitiram que houve excesso na contenção, mas afirmam que o cavalo não ficou com ferimentos daquele dia, que os ferimentos são de outra situação — disse a delegada.

 

— Ainda há muito a ser investigado, é um trabalho que recém começou, mas com certeza podemos dizer que se trata de um ato de crueldade, um ato repugnante — destacou a delegada.

 

Cavalo passará por exames e atendimento veterinário

Na tarde desta sexta, o atual proprietário levou o cavalo até a ONG, onde um grupo de veterinárias irá atender o equino e realizar exames, incluindo uma radiografia. Um laudo será entregue a polícia.

 

Conforme a presidente da entidade, o animal apresenta lesões, um machucado ainda aberto perto do fêmur, as patas assadas e marcas em várias partes do corpo.

 

— É uma violência absurda. Particularmente, não consegui ver todo o vídeo, eu passei mal. Essas são as lesões físicas que ele tem, fora todo o trauma psicologico que passou, está muito assustado — conta Cristine.

 

— Cavalo têm uma memória fantástica. Um dos casos que atendemos foi o de um carroceiro, que flagramos espancando um equino na cabeça, com toda a força. Foi na época em que a ONG foi fundada, há 5 anos, e até hoje ele tem medo, não permite que a gente se aproxime — lembra.

 

Atualmente, a Pé de Pano cuida de 14 cavalos. Os animais são resgatados e, após a reabilitação, são colocados para a adoção — com critérios a serem cumpridos e termo de responsabilidade a ser assinado pelo tutor. Além de agressões, o animais também são encontrados desnutridos e em exaustão pela carga de trabalho a que são submetidos.

 

— Há pessoas que enxergam os animais como algo que existe servir o homem, sem medir esforços, sofrimento, dor, fome. Como se eles não tivessem capacidade para sentir. Infelizmente, não posso dizer que coisas não acontecem. A diferença, deste caso, é que a agressão foi filmada, pois muitas vezes não é. Para muitos animais por aí, o ser humano, a figura humana, representa um demônio.

 

Fonte: GZH - Foto Divulgação - Vídeo Redes Sociais
voltar
© Copyright 2019