Finanças do HCI será tema de discussão na Câmara de Vereadores na segunda-feira


O presidente da Câmara de Vereadores Matheus Pompeo falou de sua preocupação e dos demais legisladores com a situação financeira do HCI – tendo em vista a defasagem de valores repassados pelo SUS e por conseguinte, o aumento na procura por serviços prestados pela instituição de saúde.

Pompeo lembrou de valores repassados pelo legislativo na ordem de R$ 1 milhão no último ano para realização de serviços de média complexidade. O vereador que integra o Conselho Propositivo do HCI destacou que para debater sobre o tema, integrantes do Hospital de Caridade estarão na casa legislativa na segunda-feira(18) para prestar conta da utilização do recurso e explicar a situação em que se encontra o HCI.

Matheus Pompeo destacou na entrevista concedida ao Fatorama que “assusta o que foi apresentado nos relatórios da instituição principalmente quando demonstrado o que foi realizado no setor de pediatria, que aponta prejuízo anual de R$ 7,5 milhões de reais”. Pompeo lembrou do caso em que uma família aguardava com seu filho internado na UPA, uma vaga para internação do HCI e frisou que, apesar de toda a assistência prestada na Unidade de Pronto Atendimento, há determinados serviços que não poderiam ser procedidos no local. “Não há má vontade do HCI em receber os pacientes, mas é preciso ter limite uma vez que o setor de pediatria está sobrecarregado, médicos estão com condições extremas de trabalho e fazendo o possível para atender aos pacientes”, disse o presidente da Câmara e integrante do Conselho Propositivo da instituição.

A situação do hospital precisa ser discutida, na visão do vereador, para que conjuntamente se ache um meio legal para formalização de novos convênios – principalmente no que tange a internações advindas do pronto atendimento, hoje regulado pelo sistema de regulação estadual. “As dificuldades financeiras que o hospital enfrenta fazem com que hoje médicos estejam com três meses de salário atrasados”, disse Pompeo que completou salientando “o que temos que trabalhar no meu entender é uma discussão sobre a possibilidade de uma verba de custeio, livre que pudesse, por exemplo, ser usada para pagar salários atrasados dos médicos, fazer aquisição de insumos e medicamentos”.

O vereador disse ainda que também será cobrado do executivo que faça seu papel adquirindo serviços do HCI – uma vez que 70% dos atendimentos na instituição, são de pessoas de Ijuí. De acordo com ele, o município tem intenção de ajudar e a Câmara também vai ajudar, mas é preciso ter garantia de fluxo de pacientes. “Nós aportando recursos e ajudando com determinado valor se terá a garantia de abertura de mais leitos e melhor atendimento?”, indagou.

Ouça a entrevista concedida ao Fatorama pelo presidente da Câmara de Vereadores Matheus Pompeo

 

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