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11 de outubro de 2021

Demei começa mutirões de corte de energia na quarta-feira. Inadimplência na autarquia supera R$ 9 milhões

Há nove meses na gestão do Demei, o Diretor Presidente Marco Aurélio Sikacz avaliou em entrevista à Repórter como positivo o trabalho que vem sendo realizado. Referiu um trabalho intenso desde a chegada na autarquia para evitar problemas como o ocorrido em 9 de janeiro quando a cidade ficou, em algumas regiões, quase dois dias sem energia.

Há um trabalho preventivo sendo feito, enquanto redes de distribuição de energia, com investimento e melhorias que demandaram recursos superiores a R$ 1,5 milhão. Disse que no início de novembro entrará em funcionamento um aplicativo que dará mais celeridade ao atendimento da população – facilitando este acesso.

Sobre a situação financeira da autarquia, Marco Aurélio referiu no programa Fatorama, como importante o trabalho que vem sendo feito para recuperar valores que estão fora do caixa do Demei. Ao falar sobre a inadimplência, o Diretor Presidente lembrou da determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica(Aneel) e reafirmou que as equipes do Departamento passarão a atuar na interrupção do fornecimento de energia para famílias de baixa renda que estejam com contas em atraso.

A legislação prevê que os consumidores tenham que ser avisados e isso ocorre, como disse o diretor, com prazos entre contas vencidas e reaviso de corte, chegando a até 65 dias para que o fornecimento seja interrompido ao usuário. “Aqui em Ijuí há uma cultura de fazer o pagamento da primeira conta quando chega a segunda e o trabalho que está sendo feito é para evitar este atraso”, disse Sikacz ao lembrar que a inadimplência no Demei que era de 11,5%, atualmente está próximo dos 7,5%.

O diretor da autarquia disse que a partir de quarta-feira(13) haverá mutirões de corte de energia nas unidades consumidoras em atraso devido a necessidade de cumprir o que preconiza a legislação. Tanto consumidores pessoa física, quanto jurídica podem procurar o departamento para fazer a negociação das dívidas. “Há um parcelamento previsto em Lei Municipal que permite 35% de entrada e o resto parcelado em 11 vezes”, lembrou.

O Demei tem atualmente cerca de 35 mil usuários e uma dívida ativa superior a R$ 9,5 milhões. “ É energia que já foi vendida, entregue ao cliente e pagos os impostos e não tivemos o retorno dos nossos usuários que estão em débito. Solicitamos aos nossos clientes que evitem o corte, vindo até o departamento para negociar ou fazer o pagamento das faturas”, disse.

Sobre as empresas, de forma específica, o diretor salientou que a energia é um insumo fundamental e que não há como produzir sem seu fornecimento. Neste sentido, referiu um trabalho isonômico, de compreensão e parceria existente entre estabelecimentos devedores e a autarquia para que os níveis de inadimplência sejam reduzidos.

Por fim, lembrou que na atualidade o Demei faz a gestão das dívidas existentes, o que antes não ocorria. Uma equipe de cobranças foi criada, há um convênio com o cartório de protestos e uma meta a ser batida que é reduzir a inadimplência a 5%.

“Hoje é feita uma gestão das dívidas por que percebemos ao chegar que tinha muita coisa fora e ninguém estava trabalhando para trazer estes recursos de volta. Estamos indo atrás destes valores, por que precisamos buscar de alguma forma cumprir a Legislação que nos impõe, enquanto concessionária de energia, uma série de obrigações”. Finalizou.

Ouça entrevista do Diretor Presidente do Demei Marco Aurélio Sikacz no Fatorama:

 

Fonte: Rádio Repórter
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