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23 de dezembro de 2021

Coordenador do IGP nega falhas no caso da demora para necropsia em menino morto no acidente da ERS-155

O Titular da 6ª Coordenadoria Regional de Perícias com sede em Santo Ângelo falou na Repórter sobre o caso envolvendo a morte trágica de um menino de 5 anos em acidente na ERS-155 e que resultou na demora para a liberação do corpo à familiares, pela demora em realização a necropsia.

Rodrigo Tonetto disse que a perícia criminal e perícia médica precisa estar a disposição das autoridades policiais 24 horas por dia e que há muitas questões mal informadas no caso em questão.

Disse que em Ijuí há três médicos legistas e em Cruz Alta outros dois. Argumentou que para fazer uma escala de 24 horas respeitando a carga horária dos servidores, precisa fazer a regionalização dos atendimentos nos Postos Médicos Legais(PML) que já funciona a cerca de seis meses nos postos de Ijuí e Cruz Alta. Lembrou que o revezamento não acontece só nesta região, mas sim, em todo o interior do Estado pela deficiência de recursos humanos existentes.

Destacou que a escala dos médicos legistas ocorre em sistema de rodízio, e a partir do fechamento da carga horária em um PML de determinada cidade – o profissional é removido para outro município para o atendimento, uma vez que há médico que reside em Ijuí, mas que está lotado em Cruz Alta para trabalhar.

No caso da vítima fatal do acidente da ERS-155, o médico que realizou a perícia mora em Ijuí, mas é lotado em Cruz Alta. Disse que a remoção – traslado do corpo até o posto médico legal é responsabilidade e atribuição do agente funerário – conforme convênio mantido pelo Instituto Geral de Perícias com estas organizações.

“O que precisa ser esclarecido é que depois de liberada toda a documentação junto a polícia civil, a própria funerária deve encaminhar o corpo até o PML que estiver atendendo e neste caso, o funcionário estava de plantão para receber, no entanto, pela necessidade de seguir protocolos, a necropsia seria feita apenas no outro dia”, explicou.

Rodrigo Tonetto disse não ser verídica a informação de que o Posto Médico Legal de Cruz Alta não abriria para receber o corpo por que sempre tem um servidor para receber e guarnecer os corpos a qualquer hora do dia.

“A questão que ocorreu é que o corpo ficou com a funerária durante a noite e não é responsabilidade do IGP; é do agente funerário que a partir da liberação, precisaria levar ao PML imediatamente. O técnico foi contatado e disse estar a disposição. Foi uma opção equivocada levar a vítima só no momento da necropsia”, analisou.

Ao ser indagado sobre a demora para liberação para os atos funerais, Tonetto disse que “ele foi liberado nesse horário por que o agente funerário entregou o corpo nesse horário; a funerária poderia ter entregado o corpo a uma hora da manhã.

A posição contradisse a informação da funerária que teria feito contato com o PML de Cruz Alta e recebido a informação de que o corpo só seria recebido na manhã seguinte ao acidente. “A informação não procede por que na mesma noite, um outro corpo foi recebido pela parte da madrugada. A média é de duas ou três necropsias por semana e os corpos são recebidos por que o servidor está la para receber o corpo e guarnecer até a realização da perícia”, reafirmou.

Destacou que este tipo de rodizio já está sendo realizado a mais de meio ano e todos os procedimentos tocantes ao IGP foram realizados dentro do que preconizam os protocolos que orientam também a realização de necropsias durante o dia, devido a complexidade dos exames e da necessária observância de questões técnicas atinentes ao procedimento.

Ouça a entrevista do coordenador Rodrigo Tonetto na integra;

 

Fonte: Rádio Repórter
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