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2 de março de 2022

Associação dos Moradores do Centro de Ijuí lamenta a falta de interesse, de agilidade e de respostas às suas demandas

A associação de moradores do centro  – gestão 2018/2020 divulgou nesta quarta-feira nota em que lamenta algumas demandas não terem sido alcançadas a partir do mandato findo de dois anos. diz a nota que em Junho de 2020 completamos 2 anos de gestão da AMACI – Associação dos Moradores e Amigos do Centro de Ijuí. Quando assumimos, em 2018, nosso gás e planos estavam em alta. Dizíamos para nós mesmos: não vamos desistir, não vamos desistir. Mas confessamos: não é fácil permanecer, vendo todas as nossas demandas, nossos esforços voluntários sendo desmerecidos e ignorados sumariamente pelo poder público e por outras instituições.

Nestes pouco mais de 2 anos, foram tantas reuniões e demandas encaminhadas, projetos elaborados. Fornecemos ao poder público e também ao movimento Ijui Mais (da ACI) um grupo consistente de ideias, fundamentadas nas melhores práticas urbanas aplicadas mundo afora. Nos perguntamos: será que o ijuiense gosta da cidade do jeito que está? Infelizmente, parece que sim. Nossa voz é um eco em meio a um vazio de vontades políticas e desinteresse da sociedade.

E esse desinteresse nos revolta. Por isso, queremos apresentar as principais demandas e projetos com os quais nos envolvemos e situar como está. Queremos que a sociedade e a imprensa vejam como a falta de interesse, de vontade, o excesso de burocracia destroem a boa vontade e as melhores iniciativas.

Entendemos que ser gestor público é complicado. Que existem trâmites. Que existem processos, leis e burocracias. Mas entendemos sobretudo que precisa haver vontade, ouvir outras vozes, olhar para outras ideias. A sensação que temos é de que estamos falando para as paredes, como loucos que sonham com uma cidade diferente, bonita, turística, acessível e ordenada. Muito discurso, muita politicagem, pouca ação. E ideias sendo enterradas pela pá do atraso. Tentamos. A nota vem assinada pela ex-vice presidente da Associação de Moradores do Centro Melissa Gressler.

Leia demandas e projetos apresentados durante o mandato:

  1. LDO 2019. Ano passado solicitamos na Lei e Diretrizes orçamentárias a instalação de lixeiras para pedestre em um quadrilátero abrangendo as ruas treze de maio a sete de setembro, Venâncio aires a 20 de setembro. Até agora, nada. As pessoas continuam jogando o lixo no chão e se sentindo confortáveis em relação à isso;
  2. Na mesma LDO solicitamos a instalação de câmeras de segurança para melhorar o monitoramento da Brigada Militar. Assim como as lixeiras, nada foi realizado. Enquanto cidades como Santa Maria assistem o índice de criminalidade descer a níveis excelentes por conta do investimento em monitoramento eletrônico, nós continuamos no mesmo patamar.
  3. Lixo dos lojistas. Entre o ano passado e este, foram inúmeras reuniões com o extinto DEMASI e o Ministério Público sobre como incentivaros lojistas do centro para o descarte adequado de seu lixo reciclável – caixas de papelão e plástico, principalmente. Nestas reuniões, as entidades ligadas aos empresariado, como o Sindilojas e a ACI foram insistentemente convidados a participar. Nunca estiveram lá discutindo conosco. Nossa ideia era criar o programa “ Empresa amiga do Catador”, de forma a valorizar a coleta seletiva e as associações. Aproximar o catador do empresário. Infelizmente, sem perspectivas de evolução desta discussão.
  4. Fomos convidados a nos engajar no Projeto da Rua XV, o que nos acendeu um fio de esperança. Afinal, existe uma verba destinada especificamente para o desenvolvimento de uma quadra piloto, e este modelo é o que nós entendemos como o mais próximo do ideal de um passeio público ordenado, bonito e acessível a todos. Avaliamos o projeto, encaminhamos as sugestões de alteração. Um projeto de paisagismo foi feito. Discutimos entre nós e entre setor de obras e prefeitura. E simplesmente nada sai do chão.
  5. Acionamos o Fiscal de Posturas do município diversas vezes para tratar de assuntos como a decadência dos passeios públicos em frente à residências, tapumes que desrespeitam a Lei, uso do passeio público de forma inadequada, desrespeito à Lei do Silêncio. Simplesmente não há nenhuma resposta, nem por escrito, nem por telefonema e muito menos por ações. As demandas entram e ali elas morrem. Solicitamos um sistema de plantão para o recebimento de reclamações e denúncias fora do horário comercial. Não nos deram ouvidos.
  6. A escadaria da Rio Branco é um problema crônico do centro de Ijuí. Lixo, delinquentes, escada sem corrimão e em péssimo estado… Nos reunimos com moradores do entorno, com o vereador Dentinho e também com o prefeito, solicitando ações imediatas como ronda policial, monitoramento eletrônico, melhoria da iluminação, limpeza e poda constantes do local, enquanto não se desenvolve um projeto que utilize este local de forma apropriada,segura e criativa.
  7. Em termos de pavimentação e melhoria nas vias urbanas, solicitamos redutor de velocidade na Treze de maio, fechamento de crateras históricas na travessa Lino e na Pinheiro Machado. Nunca uma única solicitação foi respondida ou feita.
  8. Solicitamos em Fevereiro uma reforma urgente da pracinha infantil da Praça da república. Os brinquedos eram uma ameaça à saúde das crianças, assim como a areia cheia de fezes de pombos e gatos. Sem espaços qualificados para pais acompanharem seus filhos, sem brinquedos inclusivos. Espaço feio, antiquado, sujo, sem atrativos. Nos foi sinalizado que algumas coisas já foram feitas, como a compra do material que substituirá a areia. Estamos aguardando a conclusão da obra.
  9. Apresentamos para o prefeito nosso projeto mais querido, uma nova praça, pequena, solar, voltada para o uso das etnias mas também para todas as entidades, como o Lions, a Apae, os escoteiros. A praça de todos os povos. Uma praça cultural e gastronômica, em área da prefeitura completamente subutilizada. Encaminhamos para o Setor de obras, e nunca tivemos nenhum tipo de retorno.
  10. Quantas entrevistas em rádios e jornais. Quantas vezes chamamos a população para o engajamento mais básico – cuidar da frente da sua casa. Que o empresário cuidasse para não deixar as pilhas de caixas de papelão da frente de seu estabelecimento. Que deixasse a árvore crescer, que ela não estraga a fachada (pelo contrário, estimula a permanência das pessoas em frente à vitrine, por exemplo). Que não podemos esperar do poder público tudo. Que precisamos ser CO- RESPONSÁVEIS pela beleza e ordenamento da cidade. Mas os terrenos baldios continuam, as casas abandonadas cheias de placas de “vende-se” viradas em mato e deliquentes (alô setor das imobiliárias, como ficou nossa demanda sobre a co-responsabilidade?!?), o lixo espalhado no final de semana em frente à lojas e escritórios…divulgamos a informação e nossas crenças, mas sensibilizar uma população leva tempo. E nosso tempo está acabando.

 

 

 

Fonte: Associação de Moradores do Centro /Rádio Repórter
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