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8 de maio de 2022

Arrefecimento dos casos de Covid-19 faz crescer procura por serviços na UPA

O arrefecimento dos casos de Coronavirus em Ijuí está tendo repercussão no atendimento de pacientes com outras patologias na UPA. Esta é uma das justificativas para determinada demora para atendimento de alguns pacientes na Unidade de Pronto Atendimento e que redundou em algumas reclamações na última semana.

O Coordenador Tiago Ziantarski, explicou na Repórter que o atual cenário que tem os casos de Covid-19 em queda, acarreta na volta dos usuários procurarem os serviços de Saúde na UPA. “Teve a redução gradual na pandemia e as pessoas voltaram a acessar mais os serviços de saúde; e isso se deve também às pessoas estarem perdendo um pouco do medo em procurar por atendimento no setor de saúde”, analisou.

Ziantarski lembrou que a UPA tem a qualificação do Ministério da Saúde e dispõe de 2 médicos 24h por dia e, em caso de necessidade,  tem reforço de um terceiro médico e ainda há 3 enfermeiros e pelo menos 7 técnicos em enfermagem para o atendimento aos usuário dos serviços.

“A demora, por vezes no atendimento, não é por falta de profissional, o que ocorre é que há um protocolo de classificação de risco, a partir do acolhimento pelo enfermeiro(a). Na urgência o tempo médio para atender é 7 minutos, pouco urgente e não urgente são pacientes que por vezes demora mais. E 80% dos pacientes que vêm há UPA não são urgência e nem emergência”, disse o coordenador.

O gestor da Unidade lembrou que a pactuação com o Ministério da Saúde prevê até 4 mil atendimentos/mês – média de 150 por dia, e nos últimos dias este número chegou a 180, com picos que atingiram 220 atendimentos por dia, ou seja, 25% acima do programado.

Os dados referentes a abril e maio de 2022 mostram que em 4 semanas, 4,8 mil pessoas foram atendidas na UPA, em 2021, 3 mil pessoas, em 2020 2,2 mil pessoas em um mês; e em 2019 quando ainda era pré pandemia, eram atendidas 5 mil pessoas por mês. Do ano passado para este ano, no mesmo período, houve acréscimo de 60% no número de pacientes atendidos na UPA e de março para abril deste ano, o crescimento no número de atendimentos foi de 15%.

O coordenador destacou ainda que, em relação às internações no HCI e Bom Pastor que dão esta assistência à UPA, por vezes acontece de haver necessidade de transferência de pacientes e não haver leitos. “A UPA pode manter o paciente até 24h, depois precisa transferir para o hospital. Quando não tem vaga na emergência, o paciente pode ser regulado para outra unidade hospitalar, mas este fluxo não depende exclusivamente da UPA”, explicou.

O coordenador Tiago Ziantarski reafirmou  que todos os pacientes que chegam na UPA recebem atatendimento, mas lembrou que há situações que poderiam ser resolvidas nas unidades saúde dos bairros com agendamento de consultas, uma vez que a Unidade de Pronto Atendimento é regulada para urgência e emergência e nos casos de patologias ambulatoriais, os atendimentos ocorrem preferencialmente quando as unidades de saúde nos bairros não dispõe de atendimento.

 

Fonte: Rádio Repórter
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