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27/06/2017
18:01

Temer chama denúncia de Janot de “ficção”

Presidente afirmou que não há prova de que cometeu corrupção passiva

O presidente Michel Temer realizou um pronunciamento na tarde desta terça-feira após ser denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de corrupção passiva.

 

Temer partiu para o ataque, fez diversas críticas a Janot e chamou a denúncia de “ficção”.

 

 

 

“O sr. grampeador (Joesley Batista) foi movido pelo desespero de escapar da cadeia para ter a homologação de uma delação.

 

Ainda não está claro o que moveu Janot, que homologou uma delação e distribuiu o prêmio da impunidade.

 

Criaram uma trama de novela.

 

A denúncia é uma ficção”, disse Temer em seu discurso.

 

 

De acordo com Temer, a denúncia de Janot não tem fundamentos jurídicos.

 

“Eu sou da área jurídica.

 

 

 

Não me impressiono muitas vezes com a falta de fundamentos jurídicos porque advoguei por mais de 40 anos.

 

Sei quando uma matéria tem fundamentos jurídicos e quando não tem.

 

Sobre o foco jurídico a minha preocupação é mínima”, disse Temer.

 

 

 

“Se fosse só o aspecto jurídico não estaria fazendo esse esclarecimento.

 

Faço em função da questão política, do ataque à minha dignidade pessoal.

 

Eu tive ao longo da vida, uma vida muito produtiva e limpa”,

 

afirmou o presidente, que reforçou que a denúncia de Janot não apresente nenhuma prova contra ele.

 

“Fui denunciado por corrupção passiva sem jamais ter recebido valores. Nunca vi o dinheiro e não participei de acertos para cometer ilícitos.

 

Onde estão as provas concretas de recebimento desses valores?”, questionou antes mesmo de responder.

 

“Elas inexistem”, completou o presidente.

 

Críticas a ex-procurador

 

Durante seu pronunciamento, o presidente Michel Temer fez críticas ao ex-procurador da República Marcelo Miller.

 

Ex-integrante da equipe do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Miller pediu exoneração do cargo em março e agora trabalha em um escritório de advocacia que negociou um acordo de leniência com a JBS.

 

 

 

“Marcelo Miller, homem da mais estrita confiança do procurador-geral deixou seu emprego, que é um sonho de milhares de advogados, para trabalhar em empresa que negocia delações.

 

Ganhou milhões em poucos meses, o que levaria décadas para poupar”, disse o presidente.

 

 

 

Ao questionar a postura de Miller, Temer disse então que não faria ligação com Rodrigo Janot, por isso seria ilação, o que ele diz ter sido feito pelo procurador-geral da República na sua denúncia.

 

 

 

“Eu terei responsabilidades e não farei ilações.

 

Tenho convicção de que não posso denunciar sem provas.

 

Não posso fazer, então, ilações.

 

Não posso ser irresponsável”, declarou o presidente. 

 

 

Frase que chama atenção

 

Já na parte final do seu pronunciamento, o presidente Michel Temer fez uma frase que chamou atenção.

 

No cargo por conta do impeachment de Dilma Roussef, Temer disse ter orgulho de ser presidente e afirmou não saber como chegou ao posto.

 

“Eu tenho orgulho de ser Presidente.

 

Não sei como Deus me colocou aqui", disse Temer no encerramento do discurso.


Fonte: correio povo

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