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21/06/2017
15:34

Primeiro caso de microcefalia por zica vírus no estado, foi registrado em Ijuí

Exames clínicos e radiológicos feitos pelo Sistema Nacional de Informação sobre Agentes Teratogênicos do Hospital de Clinicas de Porto Alegre, mostraram que uma criança nascida em Ijuí em julho do ano passado, possui alterações compatíveis com a síndrome congênita do Zika Vírus.

 

Além disso, o Laboratório Central do Estado, confirmou por testes laboratoriais, que a mãe adquiriu o vírus durante a gestação. Como a paciente não viajou para fora do Estado, o caso é caracterizado como autóctone, ou seja, contraído no RS.

 

Segundo a enfermeira da décima sétima Coordenadoria de Saúde, Lizete Knorst, a criança recebe atendimento de reabilitação por meio da linha de cuidados da pessoa com deficiência. Até então, o RS apresentava dois casos de Síndrome Congênita associada ao zika, nos municípios de Cachoeira do Sul e Esteio. Em ambos os casos, o vírus havia sido contraído pelas gestantes fora do estado.

 

A microcefalia é uma doença em que a cabeça e o cérebro das crianças são menores que o normal para a sua idade, o que prejudica o desenvolvimento mental porque os ossos da cabeça, que ao nascimento estão separados, se unem muito cedo, impedindo que o cérebro cresça e desenvolva suas capacidades normalmente.

 

A criança com microcefalia, pode precisar de cuidados por toda a vida, além do risco de desenvolver outras consequências como atraso mental, deficit intelectual, paralisia, convulsões, epilepsia, autismo, rigidez dos músculos, cientificamente chamada da espasticidade.

 

Fisioterapia é necessária por toda a vida para um melhor desenvolvimento da criança, prevenindo complicações respiratórias e até mesmo úlceras, que podem surgir por ficarem muito tempo acamadas ou numa cadeira de rodas.


Fonte: Redação

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