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25/05/2017
16:14

Pressionado por todos os lados, Temer recua sobre uso das Forças Armadas

Presidente, investigado por corrupção, havia autorizado a utilização do Exército para conter protestos

O envio do Exército para a Esplanada dos Ministérios de Brasília foi tão breve quanto sintomático.

 

A polêmica medida ordenada pelo presidente Michel Temer após os violentos protestos de quarta-feira durou menos de 24 horas.

 

Temer, que luta há uma semana por sua sobrevivência política, encurralado por acusações de corrupção, se viu obrigado a recuar nesta manhã em a críticas em um país que viveu sob a Ditadura Militar entre 1964-1985.

 

Um total de 1.500 militares foram enviados na tarde de quarta-feira para a frente dos Ministérios, que ficaram com suas fachadas parcialmente destruídas e com móveis queimados pelo ataque de jovens encapuzados durante a grande manifestação para exigir a saída do presidente.

 

 

Em meio a uma chuva de bombas de gás lacrimogêneo e duros confrontos entre policiais e militantes, o governo obrigou a evacuar os funcionários e chamou o Exército.

 

"Não tínhamos outra alternativa para impedir vítimas entre servidores e depredação do patrimônio público.

 

Era cessar aquele processo de barbárie", disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao retirar o decreto nesta manhã considerando que "a lei e a ordem" foram restabelecidas.

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