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24/02/2017
07:51

Nova fase da Lava Jato mira operadores de propinas do PMDB

Lobistas Jorge Luz e filho Bruno Luz são alvo da operação Blackout

 

Sob boatos de esvaziamento, a Operação Lava Jato avança sobre o esquema de corrupção comandado por apadrinhados do PMDB, na Petrobras.

 

A 38ª fase deflagrada nesta quinta-feira, operação Blackout, tem como alvos principais os lobistas Jorge Luz e seu filho Bruno Luz, considerados operadores de propinas do partido.

 

 

 

O juiz federal Sérgio Moro, dos processos em primeira instância da Lava Jato em Curitiba, decretou a prisão dos lobistas, que são suspeitos de terem ligação com o senador Renan Calheiros (PMNDB-AL).

 

Os dois são investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em contratos na Diretoria Internacional da Petrobras, que era cota do PMDB no esquema de fatiamento dos postos chave da estatal entre partidos da base de governo - que incluía ainda PT e PP.

 

Renan

 

 

A Lava Jato já prendeu dois operadores apontados como ligados ao esquema do PMDB, na corrupção descoberta na Petrobras:

 

Fernando Soares Falcão, o Fernando Baiano, e João Henriques. Jorge e Bruno Luz são considerados os dois mais antigos lobistas da Petrobrás.

 

Eles moram no Rio, onde estão sendo cumpridas as ordens da operação Blackout.

 

Em delação premiada, o ex-diretor de Internacional da estatal Nestor Cerveró revelou que os operadores são responsáveis pelo repasse de 6 milhões de dólares em propinas que tinham como destinatária o ex-presidente do Senado Renan Calheiros.

 

O senador nega irregularidade

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