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09/12/2016
05:32

Professores estaduais entram em greve a partir da próxima terça-feira

Os professores estaduais aprovaram greve contra o pacote de medidas para combater a crise financeira do Rio Grande do Sul anunciado pelo governador José Ivo Sartori. A paralisação começa na próxima terça-feira, dia 13 de dezembro, e deve se estender até a votação dos projetos na Assembleia Legislativa.

 

A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira em assembleia realizada pelo Cpers em Porto Alegre. A greve já havia sido aprovada pelo conselho do sindicato na quarta-feira, mas foi levada para votação junto aos 42 núcleos que estiveram reunidos na Praça da Matriz. 

 

A paralisação foi deflagrada com o apoio da maioria, mas a decisão não foi unânime. Entre as medidas que a justificam, de acordo com a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, está a afirmação de que será para resolver o problema financeiro do Estado, o que para ela não é verdadeira.

 

Além disso, a dirigente citou a retirada do artigo 35 da Constituição Estadual, que garante o pagamento integral do salário dos servidores até o último dia do mês trabalhado, e a proposta do pagamento do 13º Salário. O pacote engloba mais de 40 medidas. 

 

A mobilização deve alterar novamente o calendário escolar, que já foi modificado pelas outras paralisações realizadas ao longo deste ano. A mais longa durou 54 dias. Segundo Helenir, os alunos correm o risco de ter que recuperar as aulas em janeiro ou até em março.

 

A data ainda não foi definida. Os estudantes podem também não receber as notas desse ano letivo. “Se ele (Sartori) não quiser que a gente entre em greve, que retire o pacote. Estamos novamente sendo jogados para uma greve”, afirmou.

 

O governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Educação, divulgou uma nota no final da tarde que avalia a greve como uma medida “equivocada e inoportuna”, já que o ano letivo se encerra no dia 23 deste mês.

 

O texto ainda explica que o conjunto de medidas do pacote busca reverter, no médio e longo prazo, o cenário de déficits sucessivos dos últimos 40 anos e, por fim, diz acreditar que os professores estaduais encerrarão o ano letivo na data prevista, em respeito aos alunos e à comunidade escolar.

 

Além da greve, outras cinco propostas de mobilização também foram aprovadas na assembleia. Um ato estadual unificado, com servidores do Estado e comunidade escolar, foi marcado para o dia 13. Também serão realizados atos regionalizados de pressão aos deputados em conjunto com os servidores e a Praça da Matriz será ocupada.

 

 

 


Fonte: Correio do Povo

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