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02/02/2016
06:30

Ceriluz registra queda no fornecimento de energia elétrica em 2015

A Ceriluz registrou queda no fornecimento de energia elétrica no ano de 2015 em relação ao ano de 2014. A Cooperativa totalizou a distribuição de 115,3milhões de quilowatts/hora (kWh) no ano passado, número 3,2% inferior aos 119,1 milhões kWh do ano anterior. Os associados da Cooperativa seguiram a mesma tendência dos consumidores do Brasil que, no acumulado dos doze meses do ano passado, apresentaram uma variação negativa de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS).

 

O resultado no país teve forte influencia da evolução do consumo nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste - onde está 60% do público consumidor de energia do Brasil - e Sul. Ambas as regiões apresentaram uma queda no consumo na ordem de 3,2% cada. Por outro lado, os subsistemas Nordeste e Norte apresentaram crescimento de 3,2% e 1,7%, respectivamente.

 

No geral os fatores que levaram a esse resultado negativo são os mesmos no país e na região: recessão econômica e o aumento nas tarifas de energia, além das bandeiras tarifáriasimplantadas para cobrir os custos de produção de energia térmica devido ao registro da estiagem nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, principais produtores de energia hídrica. “Uma das principais causas da queda do consumo de energia é o desempenho da economia.

 

Nós vivemos um momento de recessão nacional, essencialmente vinculada a essa crise moral, de valores, que deságua numa crise política e, consequentemente, numa crise econômica, com juros elevados, com inflação elevada, com carga tributária excessiva, enfim, com todos os fatores que deveriam ser favoráveis aos investimentos mostrando-se adversos”, avalia o gerente administrativo/financeiro da Ceriluz, Ivo Boratti. “Além desses aspectos não podemos ignorar a política de preços, fator importante no que se refere ao consumo: tivemos aumento das tarifas muito acima da inflação e ainda a adoção do regime de bandeiras tarifárias. Com isso as pessoas começaram a regrar mais seus hábitos e reduzir o seu consumo de eletricidade”, acrescenta o administrador.

 

A região, no entanto, apresentou um novo fator determinante na queda da distribuição de energia: o clima. “Nós tivemos a ocorrência do fenômeno El Niño, com chuvas regulares e uma entrada de verão com temperaturas mais amenas e, consequentemente, menos consumo de energia por conta de climatização e um menor uso de irrigação na área rural”, destaca Boratti. A Classe Rural apresentou uma queda de 7,7% no total da energia demandada, caindo de 51,3 milhões de kWh, em 2014, para 46,4 milhões de kWh, em 2015.


Fonte: Redação

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