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17/04/2019
05:45

Caminhoneiros insatisfeitos com pacote já falam em greve em maio

Caminhoneiros não ficaram satisfeitos com o pacote de medidas anunciadas nesta terça-feira pelo governo Jair Bolsonaro para ajudar a categoria.

 

 

Nos grupos de WhatsApp acompanhados pela reportagem, o plano foi visto como uma "cortina de fumaça", uma forma de protelar uma possível greve dos motoristas. Alguns já falam, com exaltação, em nova paralisação em 21 de maio - exatamente um ano depois da greve que paralisou o País - caso a situação não melhore.

 

 

Eles afirmam que não estão pedindo dinheiro para o governo, mas sim melhores condições de trabalho. Nas discussões, eles afirmam que soluções como a linha de crédito para manutenção do caminhão, com taxas menores, já foi testada em outras ocasiões, mas não são colocadas em prática.

 

 

Eles citam o cartão-caminhoneiro para compra de combustíveis, que não funciona para todo mundo.

 

 

A grande reclamação é que a situação dos caminhoneiros está tão precária que poucos conseguiriam ter acesso ao crédito. Muitos, dizem eles, estão com o nome sujo na praça. Além disso, pegar crédito agora seria decretar a morte dos motoristas em alguns anos. "Estão dando a corda para gente se enforcar", dizia um deles.

 

 

Logo após o anúncio da linha de crédito para profissionais autônomos, Wallace Costa Landim, conhecido como Chorão, um dos líderes dos caminhoneiros, disse que a medida agradava a categoria e até poderia evitar a greve, mas esperava uma manifestação de Bolsonaro para bater o martelo sobre a questão.

 

 

"Inicialmente, claro que o pacote agrada (a categoria). Mas preferimos aguardar o que o presidente vai falar para comunicar oficialmente o posicionamento dos caminhoneiros", diz o líder.

 

 

Já o presidente do SINDITAC de Ijuí, Carlos Alberto Dhamer, disse em entrevista na Rádio Repórter que a categoria ainda está discutindo de forma interna o preço do frete.

 

 

Destacou que esta proposta deve ser concluída em meados de maio ou junho. Ele não descarta uma nova paralisação se estas reivindicações não forem atendidas pelo governo.


Fonte: Zalmir Soares/Correio do Povo

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