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12/03/2019
15:01

Depoimento de “mãe afetiva” de Bernardo é marcado pela emoção em Três Passos

A manhã do segundo dia do julgamento do assassinato de Bernardo Boldrini, de 11 anos, em Três Passos, concentrou-se no depoimento da empresária Juçara Petry.

 

 

 

Ela era chamada pelo menino de “mãe” e, em diversos momentos, emocionou-se ao lembrar da convivência com a vítima.

 

 

 

A empresária pediu para prestar o depoimento sem a presença dos réus, que precisaram deixar a sala do julgamento.

 

 

 

A sessão durou até perto do meio dia, antes de ser suspensa para o almoço.

 

 

 

 

No início do seu depoimento, ela relatou como era a rotina com o menino Bernardo, em resposta ao questionamento da juíza Sucilene Engler.

 

 

 

  “Tinha que dar banho nele, cortar unha”, comentou.

 

 

 

Disse que, em diversas oportunidades, tentou conversar com Graciele, madrasta do menino, sobre falta de cuidados com que ele se encontrava.

 

 

 

“Ele não gostava da Kelly (apelido de Graciele), só que o Boldrini via e não fazia nada”, afirmou a testemunha.

 

 

 

 

Juçara disse ainda que não imaginou que “ele estava procurando socorro”.

 

 

O menino buscou o Ministério Público para reclamar da falta de atenção da família.

 

 

“Ele dizia: ‘eu odeio a minha casa’”, afirmou ela.

 

 

Também relatou que o menino dizia querer morar com a família de Juçara.

 

 

“Era muito difícil um final de semana em que ele não ficava lá em casa”.

 

 

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