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01/11/2018
12:49

Moro aceita convite para ser ministro da Justiça no governo Bolsonaro

O juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, aceitou nesta quinta-feira (1º) o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro e será o ministro da Justiça.

 

 

O anúncio foi feito por Moro, em nota.

 

 

 

"Após reunião pessoal, na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite",afirmou.

 

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou o nome de Moro no ministério.

 

 

"Sua agenda anticorrupção, anticrime organizado, bem como o respeito à Constituição e às leis será o nosso norte", escreveu o presidente eleito.

 

 

 

Em suas redes sociais, Bolsonaro anunciou a fusão das pastas da Justiça e da Segurança Pública.

 

 

 

Sergio Moro ficou cerca de uma hora e meia com o presidente eleito.

 

 

Ao sair da reunião, acenou para as pessoas que se aglomeravam em frente à casa, mas não deu entrevista.

 

 

 

O juiz lamentou abandonar 22 anos de magistratura.

 

 

"No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão.

 

 

 

Para ele, na prática o cargo significa "consolidar os avanços contra o crime e a corrupção e afastar riscos de retrocessos por um bem maior".

 

 

 

 

Segundo Moro, a Operação Lava Jato continuará em Curitiba.

 

 

"Para evitar controvérsias desnecessárias, devo, desde logo, afastar-me de novas audiências, acrescentou.

 

 

 

Natural de Maringá (PR), Sergio Fernando Moro, além de magistrado é escritor e professor universitário.

 

 

 

Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, tem mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Paraná.

 

 

É juiz federal desde 1996, com especialização em crimes financeiros.

 

 

 

No julgamento do mensalão, Moro auxiliou a ministra Rosa Weber, no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

 

"Fui convidado pelo Sr. presidente eleito para ser nomeado ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão.

 

 

Apos reunião pessoal, na qual foram discutidas politicas para a pasta, aceitei o honrado convite.

 

 

Fiz com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura.

 

 

No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão.

 

 

 

Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior.

 

 

 

A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba, com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências.

 

 

 

Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes".

 


Fonte: CORREIO DO POVO -POSTADO POR LUIS ARNALDO

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