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09/08/2018
13:01

Senado da Argentina rejeita projeto para legalizar aborto

Foram 38 votos contra contra 31 a favor

O Senado argentino rejeitou, nesta quinta-feira, um projeto para legalizar o aborto, com 38 votos contra a iniciativa, 31 a favor e duas abstenções - informou a presidente da Câmara, Gabriela Michetti.

 

 

 

A proposta havia sido aprovada em primeiro debate pela Câmara dos Deputados, mas precisava da ratificação do Senado para virar lei.

 

 

 

 

 

 

Aprovada em primeira discussão pela Câmara dos Deputados em 14 de junho passado, a proposta que teria permitido a interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana de gestação precisava da ratificação do Senado para se tornar lei.

 

 

 

A decisão foi recebida com uma explosão de alegria pelos manifestantes contrários ao texto, os quais estavam desde ontem do lado de fora do Congresso, junto com a multidão pró-aborto.

 

 

 

"Essa votação nos permite um tempo de reflexão para fazer propostas melhores e humanistas para as mulheres vulneráveis.

 

 

Não há vencedores nem vencidos", disse à AFP, em tom conciliador, Alberto Bochatey, arcebispo de La Plata e responsável pela Conferência Episcopal para o diálogo com o Congresso neste tema.

 

 

Já a Anistia Internacional considerou que a decisão "representa a perda de uma oportunidade histórica para o exercício dos direitos humanos de mulheres, meninas e pessoas com capacidade de gestar".

 

 

 

Entre os que apoiavam o "sim", reconhecidos por seus lenços verdes, a reação oscilou entre tristeza e raiva.

 

 

 

Alguns jogaram pedras e queimaram latas de lixo, enquanto a Polícia usava jatos d'água e gás lacrimogêneo para dissipar a multidão.

 

 

 

Os incidentes, isolados, deixaram sete detidos, segundo a Polícia. "Nunca acreditamos que chegaríamos até aqui.

 

 

E ter chegado tão perto e deixar que isso nos escape das mãos dá muita raiva e indignação", disse à AFP Mailén, uma manifestante de 24 anos.

 

 


Fonte: CORREIO DO POVO -POSTADO POR LUIS ARNALDO

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