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07/06/2018
08:31

CPI aponta cartel de seguradoras no RS

Investigações sinalizam, entre outras coisas, para manipulação dos laudos de sinistros

Com farto material apurado sobre prováveis práticas ilegais de seguradoras, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Seguradoras Veiculares se encaminha para a reta final de depoimentos. Em sete meses, a comissão já reúne provas suficientes que apontam para uma relação desigual entre consumidores e empresas seguradoras.

 

 

 

Com base em testemunhos de donos de oficinas, as investigações sinalizam, entre outras coisas, para manipulação dos laudos de sinistros pelas seguradoras e formação de cartel.

 

 

 

 

Mais do que os prejuízos causados aos consumidores, outras práticas ilegais também são apontadas pela CPI.

 

 

 

Entre elas, a compra de sucatas de veículos acidentados das seguradoras para usarem o documento e esquentarem outros veículos roubados da mesma marca, modelo, ano e cor dos sinistrados.

 

 

 

Outra questão levantada pela comissão é a suspeita de imposição, pelas seguradoras, à rede credenciada de oficinas da colocação de peças não genuínas nos veículos acidentados.

 

 

 

Presidente da CPI, o deputado Enio Bacci (PDT) explica que a investigação concluiu que, no Rio Grande do Sul, uma parte dos veículos comprados em leilão, por pessoas físicas, é adquirida por indivíduos que respondem a processo por crimes como roubo, furto ou receptação de carro.

 

 

 

"As seguradoras agem como se estivessem acima do bem e do mal, porque elas têm o domínio na avaliação dos veículos sinistrados para definir se a perda foi de pequena, média ou grande monta (perda total)", afirma.

 

 

 

 

 

O parlamentar reforça que, exceto em rodovias, onde os policiais estão aptos fazer a avaliação dos veículos acidentados, na cidade as seguradoras são responsáveis pela contratação de um especialista para verificar e diagnosticar os danos causados em veículos em função de acidentes.

 

 

 

"A seguradora contrata alguém para dizer qual foi tamanho do dano.

 

 

 

E pode induzir essa gente a responder como ela quer. É a raposa cuidando do galinheiro", critica.

 

 


Fonte: correio povo -POSTADO: LUIS ARNALDO

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