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16/04/2018
14:03

Representante do sindicato dos bancários explica porque juros do cheque especial não caem mesmo após sucessivas quedas na SELIC

Crédito: Professor de Direito e dirigente sindical ligado aos bancários Paulo Scherer. Crédito: Reprodução/Internet.

 Professor da área do Direito e dirigente sindical ligado aos bancários avaliou no FATORAMA o momento enfrentado por correntistas com dívidas no cheque especial, inadimplência com o cartão de crédito, a expectativa pela redução de juros, uma renegociação que os bancos deverão oferecer a quem está no cheque especial e ainda a novidade em relação à compensação de cheques a partir de hoje.

 

 Já está valendo, alertou Paulo Scherer, a partir de hoje, a compensação de cheques de qualquer valor que passarão a ser compensados em um dia útil.  Os cheques de até 300 reais demoravam dois dias úteis para “cair” na conta das pessoas físicas, empresas, ou favorecidos. O novo prazo para a compensação nos cheques segue determinação da circular 3.859, publicada pelo Banco Central em novembro do ano passado. Scherer falou das elevadas taxas de inadimplência como uma das explicações para a não redução de juros, deixando os bancos receosos.

 

 

Outro elemento citado pelo professor é o processo de concentração do sistema financeiro. De cada 5 reais que hoje circulam no Brasil, 4 vão transitar somente entre 5 bancos: Itaú, Bradesco, Caixa Federal, Banco do Brasil e Santander. Observou que a redução na taxa Selic é positiva, mas como contrapartida, temos um dos juros bancários mais elevados do mundo.

 

 

Sobre redução nas taxas, respondeu que “os bancos são muito conservadores, mas a médio e longo prazos devem ocorrer reduções”. Alertou, no entanto, dizendo não haver motivos para ilusões. Projetou que no longo prazo, de um a dois anos, as taxas poderão cair para 200 por cento, o que ainda será, na opinião do professor, “um absurdo”.

 

Comentou que a partir de julho, O Banco central obrigará os bancos a oferecer financiamento a quem utilizar 15 % ou mais do cheque especial. Pelas novas regras, as instituições financeiras terão de oferecer ao consumidor uma alternativa mais barata para parcelamento do saldo devedor do cheque especial. Quando o consumidor “entrar” no cheque especial, o banco deverá comunicá-lo imediatamente, por meio de alerta, sobre a contratação do produto e que se trata de uma modalidade de crédito de uso temporário.


Fonte: Redação.

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