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08/03/2018
08:37

Suspeito de sequestro de contadora no norte do RS volta atrás e inocenta marido da vítima

Um dos homens presos por suspeita de sequestrar a contadora Sandra Mara Trentin, 48 anos, que desapareceu em 30 de janeiro, em Boa Vista das Missões, no norte do Estado, voltou atrás e inocentou o marido da vítima, Paulo Landfeldt, 47 anos, de participação no crime – além de afirmar que não teve envolvimento no sumiço da mulher.

 

 

 

 

 

 


Landfeldt, que é presidente da Câmara de Vereadores de Boa Vista, e um jovem de 22 anos, cujo nome é preservado para evitar vazamento de informações, foram presos no último dia 23 e encaminhados ao Presídio Estadual de Palmeira das Missões.

 

 


Após ser detido, o suspeito de 22 anos declarou que teria cometido o sequestro e matado Sandra a pedido do marido dela.

 

 


A polícia monitorou o vereador e descobriu que, sem informar os investigadores, ele estava trocando telefonemas e mensagens com o grupo que supostamente teria sequestrado Sandra.

 

 

O parlamentar declarou que estava sendo extorquido por pessoas do Alto Uruguai, que pediam resgate em troca da libertação da mulher.

 


No novo depoimento, colhido em 1º de março, o jovem voltou atrás e afirmou que não sabe nada sobre o desaparecimento da vítima e que entrou em contato com o marido dela após ver a notícia sobre o caso em uma rede social.

 

 

 

O jovem de 22 anos também confessou que extorquiu o vereador.

 

 

O suspeito não soube dizer por que acusou o vereador de ser o mandante do assassinato da contadora e que "não pensou na hora" de fazer a afirmação.

 


Questionada sobre essa nova versão do caso, a defesa de Landfeldt informou que vai ingressar com novo pedido de habeas corpus na Justiça, alegando constrangimento ilegal contra o vereador, "tendo em vista que não foram obedecidos os prazos para o término do inquérito policial sem que aportasse nenhuma diligência capaz de fazer com o que o vereador fosse preso".

 

 

 

 

Aos investigadores, no novo depoimento, o suspeito disse que recebeu R$ 10 mil do vereador — R$ 9 mil em dinheiro e o restante por meio de depósito bancário.

 

 

O jovem afirmou que não conhecia o marido da vítima e que apagou as mensagens trocadas com ele.

 

 

Segundo o suspeito, o político acreditou que ele soubesse do paradeiro da contadora.

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