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12/02/2018
08:24

Abandonado, Sessinzão tem matagal e arquibancada com risco de queda

Homens vivem debaixo do estádio de Cidreira, que está interditado e em ruínas

As marcas da cal do Estádio Municipal Antônio Sessim, em Cidreira, continuam visíveis, brancas e firmes, como à espera de uma partida de futebol.

 

 

Mas nenhuma bola vai rolar no que um dia foi um gramado e hoje mais parece um matagal devido à vegetação que cresce descontrolada.

 

 

Desativado desde 2010, o espaço se desmancha a cada dia e estado de abandono chama a atenção, mas é ainda mais impactante do que parece à primeira vista.

 

 

Sem condições de sequer receber o público para um jogo, a arquibancada, com risco de queda, tem pessoas morando debaixo de sua estrutura.

 

 

 

Antes mesmo de se entrar no Sessinzão, como é conhecido, o seu entorno já revela condições de precariedade.

 

 

Resíduos e entulhos podem ser vistos sendo trazidos em veículos à luz do dia, aumentando os morros que circulam a parte de fora do estádio.

 

 

Dentro dele, é inevitável o estranho sentimento de solidão.

 

 

O barulho e a paixão que certamente permeavam jogos da dupla Gre-Nal realizados no local há mais de dez anos foram trocados pela imensidão de um vazio.

 

 

Em meio às ervas daninhas que crescem para fora do fosso e no campo em meio às traves sem redes, o silêncio só é quebrado pelo canto dos quero-queros.

 

A ferrugem tomou conta do alambrado e o concreto da arquibancada está quebrado e rachado por toda a extensão, que, em uma parte, também é coberta por cacos de vidro das antigas janelas das tribunas de imprensa.

 

 

 

Mas esses espaços, assim como as casamatas, mostram que o Sessinzão não é de fato deserto.

 

 

Colchões, roubas de cama e roupas podem ser vistas até revelarem que há pessoas vivendo no estádio interditado.

 

 

Uma abertura na estrutura da arquibancada, onde costumava ser o acesso para a copa, atualmente é o hall de entrada da casa improvisada de três homens.

 

 

 

A disposição do local conta com cozinha, sala de jantar e, em uma das peças anexas, um quarto individual, onde há também um vaso sanitário feito com um assento sobre um balde.

 

 

“Aqui tudo é organizado”, disse um dos homens enquanto escolhia a colher certa para mexer o feijão que fazia no fogão a lenha para o almoço.

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