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08/11/2018
08:13

Justiça mantém júri do caso Bernardo em Três Passos

O relator, desembargador Sylvio Baptista Neto, que também preside a 1ª Câmara Criminal, citou que o desaforamento – como é chamada a transferência do local do julgamento – se trata de medida excepcional e que teria pouco efeito prático.

 

 

"Por certo que as mesmas informações que possuem as pessoas que vivem na cidade de Três Passos também possuem as que residem na região, as de nosso estado e de nosso país", justificou.

 

 

 

"Assim, o deslocamento do julgamento, ferindo o princípio do juiz natural, praticamente teria o mesmo efeito, pois, se o julgamento fosse marcado para uma Comarca próxima ou na capital, também haveria movimento midiático, envolvimento social, manifestações e outros episódios como os destacados na representação", acrescentou o desembargador.

 

Foram dois votos a um.

 

O desembargador Manuel José Martinez Lucas acompanhou o voto do relator.

 

 

Já o desembargador Honório Gonçalves da Silva Neto divergiu dos colegas.

 

 

No pedido, a juíza alegou que a estrutura do Foro de Três Passos é modesta para receber um júri de grande proporção.

 

 

Segundo ela, o Salão do Júri da cidade comporta 50 pessoas.

 

 

Além disso, disse entender a medida como necessária para garantir o interesse da ordem pública, a imparcialidade do júri e a segurança pessoal dos acusados.

 

 

"Não há como identificar se algum dos possíveis jurados, que serão sorteados na sessão plenária, não participou das manifestações anteriormente realizadas na cidade; não tenha se manifestado nas redes sociais sobre o fato ou que tenha algum vínculo com as pessoas ouvidas na fase inquisitorial e processual, o que causa a dúvida sobre a imparcialidade do júri", destacou a magistrada.

 

 

Ainda não há data definida para o julgamento.


 


Fonte: CORREIO DO POVO -POSTADO POR LUIS ARNALDO

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