Notícias >

11/07/2018
07:22

Samu não tem capacidade para atender freeway e BR 116, afirma sindicato

Dirigente Alessandro Rosa apontou que ou cidades ou estradas vão ficar com atendimento precário

“Alguém vai ficar sem atendimento. Isso é fato”.

 

 

 

 Esta foi a declaração, em entrevista à Rádio Guaíba, do presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Ambulâncias do Rio Grande do Sul, Alessandro Rosa nesta terça-feira.

 

 

 

Ele se dirigia à determinação de que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) passe a prestar socorro a vítimas de acidentes nas BRs 290 (freeway, entre Porto Alegre e Osório) e 116, em Guaíba.

 

 

 

Com o fim da concessão das rodovias à Triunfo Concepa, os agentes rodoviários passaram a realizar o atendimento do acidente e, dependendo do caso, acionar o Samu da cidade onde ele ocorre.

 

 

 

 

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que assumiu os trechos, socorros médico e mecânico ficarão a cargo do Samu, da Polícia Rodoviária Federal e das seguradoras particulares, sem repasses de verba extra.

 

 

 

Segundo Rosa, problemas já recorrentes como a falta de mão obra no Samu, devem se agravar com a nova sistemática.

 

 

 

“É um cobertor curto.

 

 

ser atendido. Todo mundo vai ser atendido.

 

 

 

Mas não devidamente.

 

 

Alguém vai ficar sem assistência.

 

 

 

Não há condições diante do caos total, da falta de recurso humano e material”, frisou.

 

 

O Samu Porto Alegre dispõe hoje de 12 ambulâncias de porte básico e três UTIs móveis.

 

 

“Diante de tantas demandas que tem o Samu Porto Alegre, deixar mais esse trecho da Assis Brasil até a Ilha da Pintada a cargo do Samu Porto Alegre… é óbvio que não vai ter capacidade”, lamentou Rosa.

 

 

 

Nesta quarta-feira, os trabalhadores do Samu se reúnem com vereadores na Câmara Municipal para debater o assunto.

 

 

 

“Temos muitos problemas e os problemas não são de hoje. Esse da FreeWay é só mais um.

 

 

O Dnit, em vez de prever essa situação de desassistência aos usuários da via, deixou acarretar todo esse transtorno”, comentou o dirigente.

 

 

 

A limitação em atendimentos a acidentes já havia sido alertada pelos prefeitos das cidades cortadas pelas rodovias que voltaram para o governo federal.

 

 

 

O de Eldorado do Sul, Ernani Gonçalves, por exemplo, encaminhou na semana passada um ofício ao comando da PRF, ao DNIT e à ANTT, informando a falta de condições da prefeitura em auxiliar nessas situações.

 

 


Fonte: CORREIO DO POVO

Notícias Relacionadas

BUSCA NO SITE

Um valor é necessário.